
ESPETÁCULO
" YAKECANN VIVÁ"
O espetáculo circense Yakecan vivá, Que em guarani significa “o som do céu forte como a natureza’. Apresenta vivências de mulheres e homens indígenas em suas pluralidades, nas quais é possível perceber reflexões e relatos sobre movimento, território, corpo e ancestralidade. Nos caminhos que percorreram, essas pessoas foram guiadas pela sua própria história, encontrando, dentro de si, um modo próprio de habitar o mundo – seja ele a cidade, a aldeia, ou qualquer lugar… Essa narrativa criada ao mesmo tempo aproxima e distingue essas vidas indígenas. De diferentes povos, idades, saberes e culturas, cada um nos ensina uma nova forma de estar no mundo.
O espetáculo é narrado pela mãe natureza, que através do barro recria a história dos indígenas guaranis. Cada número do show traz um momento da história: desde a fundação dos sete povos das missões até a guerra guaranítica, com portugueses e espanhóis. Yakecan vivá nada mais é que um relato da história contada através da arte circense.
Os pés que tocam o barro, trazem som, poesia e muita acrobacia.
Composto por 12 artistas.
10 cenas.
Duração 60 min
ESTUDO DO ESPETÁCULO
Sete Povos das Missões foram povoados indígenas comandados por Jesuítas espanhóis que se instalaram no Sul do Brasil na fronteira com a Argentina, Uruguai e Paraguai com a intenção de impedir que os portugueses expandissem o território mais a Sul da América.
Esses aldeamentos indígenas, também chamados de reduções ou missões, foram criados pela Ordem dos Jesuítas no fim do século XVII, a qual visava principalmente a catequização dos indígenas, pois, com a Reforma Protestante na Europa, a Igreja Católica foi em busca de novos fiéis.
A Guerra Guaranítica, ou Guerra dos Sete Povos, foi um conflito envolvendo indigenas Guaranis e as tropas portuguesas e espanholas, entre os anos de 1753 e 1756, que resultou das decisões do Tratado de Madri a respeito dos limites dos domínios de Portugal e Espanha na América do Sul.
A região em disputa se chamava Sete Povos das Missões e foi ocupada originalmente por padres jesuítas, que levaram os indigenas do litoral brasileiro para o sul da colônia no intuito de protegê-los da escravidão e iniciar a evangelização. Portugueses e espanhóis disputavam a região para aprisionar os indigenas e utilizá-los como mão de obra escrava e buscar metais preciosos."
Sepé Tiaraju – ou Djekupé A Djú – liderou a resistência dos povos indígenas ao tratado de Madrid, entre Espanha e Portugal, que levaria ao deslocamento forçado de uma população de dezenas de milhares de pessoas na região das Sete Missões Orientais, que hoje integra o estado do Rio Grande do Sul.
